Aqueles encontros interessantes: livraria aberta a noite eu escuto "Pronto, mamãe, chegamos. Fique a vontade. Escolhe todos que a senhora quiser, isto é, se ainda tem algum que não tenha lido". Chama atenção o carinho e a boa vontade do jovem rapaz para com "mainha".
Eunice (ela gosta de ser chamada assim, sem formalidades) confidenciou-me: os filhos crescem e vão embora. Quando não vão embora, essa tal balada e ficam até tarde na rua. Em casa ficamos imaginando coisas e cultivando preocupações. Ele não vai deixar de passear e eu continuo preocupada. Pensei, então, em dar um jeito. Uma noite resolvi começar a ler um livro. Fiquei tão empolgada que nem percebi que ele chegara e eu é que passei a noite toda acordada. O livro era Nosso Lar de André Luiz. Pronto! Não parei mais.
O filho baladeiro me disse: "viu eu só! tenho que manter o estoque atualizado e interessante, já que ela só gosta de livros espiritas. Ah! muitas vezes chego do passeio espero ela me contar as emoções do livro e já aprendi a dormir com a luz acessa". Risos.
Eunice mostrou conhecimento e muita alegria com essa literatura fantástica e usando a definição dela "esses livros alimentam e nos trás paz". Deixa meu filho viver a vida dele. Durante a semana ela trabalha e cuida de mim. Está tudo certo.
Eunice e Jorge vão nos deixar saudades. Em outro dia nos encontramos no mercado da cidade. Ele abriu um largo sorriso e falou: "pergunte quantos ela já leu" (risos). Ela respondeu: "estou no prefácio de um". Meu espanto: "Uai Jorge" você está saindo pouco" (risos). Eunice" "quieta mulher! a semana está apenas começando".
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