quinta-feira, 9 de maio de 2013

As delícias que se fazem com a mandioca e o coco...

Estamos em Itabaiana no interior do Sergipe e montamos a Livraria bem ao lado de uma Casa de Farinha comunitária, que se chama Casa de Beiju.

Ficamos admirados com a variedade de alimentos que o pessoal produz utilizando basicamente a mandioca (aqui chamada de macaxeira) e com o coco. Por isso, resolvemos dividir com os amigos através de fotos e pequenas descrições.

E tudo muito bonito e muito gostoso. O difícil é manter o programa de controle de peso passando uma semana num local destes.


Manuê: uma espécie de bolo feito de puba (subproduto da mandioca). Na foto há manuê de macaxeira, de milho, de arroz e de leite. Mas a base é sempre a puba, que é a mandioca ralada e colocada na água para amolecer e fermentar.

Pé de moleque. Não tem nada a ver com o pé de moleque que conhecemos em S.Paulo. Este é feito de puba envolto em folha de bananeira e assado. É impressionante como o nordestino gosta deste doce.


Beiju de amendoim. É um doce feito de tapioca (polvilho de mandioca) com amendoim. Ontem comemos um desses bem quentinho. É delicioso e muito grande.


Tapioca. É a mesma tapioca utilizada no doce acima, só que é colocada no forno por poucos minutos (vide abaixo fotos do forno). É toda branca. Pode-se comer pura ou com rechear com uma infinidade de coisas: manteiga, doce, queijo, presunto, etc.


Mau casado. Doce aqui sendo assado no forno sobre folha de bananeiras. É feito de massa de macaxeira, coco, tapioca, sal e açúcar. Não comemos ainda. Mas não faltou vontade...


Beiju tradicional. É como se fosse farinha de mandioca um pouco mais grossa e em pedaços.


Paçoca de amendoim. É um pedaço enorme e custa somente um real!


A tradicional cocada. Aqui se vende por copos.


As mulheres preparando as delícias. Muita higiene. Todas são de uma mesma família. O local é bem rústico para lembrar mesmo como são as casas de farinhas das roças da região.


 Visão externa da Casa de Farinha, com o forno aceso.

 Utiliza-se como lenha qualquer coisa que pegue fogo: caixotes, cascas de coco, restos de madeiras de construções...

Quem está passando pela rua, tem esta visão da Casa de Farinha.

Frente da Casa de Farinha. Ao fundo, uma das ruas principais da cidade.


terça-feira, 7 de maio de 2013

Itabaiana, Sergipe

Nesta segunda-feira, dia 06 de maio, montamos a Livraria Espírita Chico Xavier na cidade de Itabaiana no Estado de Sergipe.

A negociação com a Prefeitura foi bem tranquila. O difícil foi encontrar um bom local para montarmos a Livraria. Como é uma cidade muita antiga, as ruas centrais são muito estreitas e não cabem o veículo com o toldo aberto.

Depois de muito pesquisar encontramos o Parque de Eventos que fica ao lado do Estádio Municipal Presidente Médici. Este estádio pertence ao time da cidade que tem o mesmo nome.

Esta é uma cidade com um bom movimento espírita. Com pouco mais de 60 mil habitantes, a cidade conta com 6 casas espíritas.

No primeiro plano a Livraria já montada e ao fundo o estádio Presidente Médici

Outro ângulo do local. Ao fundo o palco do teatro de arena utilizado para os grandes shows da cidade.

Estamos bem em frente à Casa da Farinha Comunitária. Aqui se faz coisas deliciosas a partir da mandioca e do coco. É difícil resistir a estas tentações.

Casa da Farinha Comunitária. A cada dois dias muda o pessoal que prepara e vende as delícias que aqui produzem. A renda é da própria equipe.

Edna atendendo uma visitante da cidade de Pinhão/SE. Não conhecia absolutamente nada de espiritismo.

Visão da rua com a Casa da Farinha em primeiro plano.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Término do trabalho em Lagarto/SE

Neste momento terminamos o trabalho da Livraria Espírita Chico Xavier em Lagarto/SE. Tudo devidamente arrumado e guardado para prosseguir viagem amanhã cedo para Aracaju. Foram 8 dias de funcionamento ininterruptos, inclusive sábados e domingos. Balanço geral muito positivo em termos de contatos realizados, conversas que aconteceram, orientações, Evangelhos doados, etc. Na última terça-feira visitamos a casa espírita da cidade  e deixamos lá amigos orando pelo nosso trabalho.

sábado, 13 de abril de 2013

Lagarto, Sergipe

Lagarto é um município brasileiro do estado de Sergipe. Está localizado na região centro-sul do Estado, tendo a maior população do interior, e a terceira maior do Estado de Sergipe.

Chegamos a Lagarto na manhã da quinta-feira, dia 11 de abril. E como sempre acontece demos uma volta pela cidade para descobrir os possíveis locais para instalação da livraria. Essa é uma tarefa sempre muito complicada uma vez que nunca conhecemos nada da cidade.

Em seguida fomos à Prefeitura com a documentação (ofício, fotos, documentos pessoais). Protocolamos no Setor de Obras. Depois de duas horas, ligamos para a secretária e o Alvará já estava pronto. Isso mesmo: assim, simples de verdade! E desta vez foi a Prefeitura que determinou onde deveríamos ficar. Constou do Alvará e foi a primeira vez que isso aconteceu.

Fomos à Energisa e nos prometeram fazer a ligação provisória no dia seguinte. E cumpriram!

Aos chegarmos à Praça encontramos na mesma a única instituição espírita da cidade. Felizes no primeiro momento, mas tristes em seguida. A instituição já havia se mudado.

O prédio amarelo ao fundo é a antiga sede da Instituição Beneficente Francisco Cândido Xavier

Conseguimos estes dois displays que penduramos na lateral e serve para destacar alguns títulos mais importantes.

O toldo do motor home não aguentou o trabalho forçado e quebrou. Agora temos que montar a Livraria neste sol do nordeste... Tá difícil...

Desta vez utilizamos as árvores da Praça para colocar o banner maior. Ficou muito bom. Só dá mais trabalho porque temos que tirar e colocar todos os dias...

Visão geral da Livraria e da Praça. Estamos ocupando parte do ponto de táxi e os motoristas não gostaram nada disso. Tivemos que mostrar o Alvará para eles...

Estância, Sergipe


A cidade de Estância em Sergipe foi uma grata surpresa em todos os sentidos. Primeiro na facilidade para conseguir o Alvará da Prefeitura em menos de uma hora e depois na ligação da energia elétrica (a Sulgipe fez a ligação provisória em menos de 3 horas após o protocolo do pedido). Na Bahia o prazo pode chegar a 4 dias!

A cidade como um todo é muito interessante. Limpa, organizada e com uma sensação de segurança. Uma das poucas onde dormimos sem maiores preocupações. Ficamos estacionados sobre a Praça Barão do Rio Branco, centro da cidade, bem de frente para a Catedral. Muito movimento de carros, motos e pessoas. E pra gente que dorme em praças públicas a semana toda, ter este sentimento de segurança é muito bom.

Foi tudo bem durante a semana toda e em termos de número de livros vendidos. A cidade ficou em segundo em nosso ranking de cidades visitadas. Vamos ficar com saudades de Estância.

A cidade de Estância, denominada por Dom Pedro II como o jardim de Sergipe, dos sobrados azulejados, das festas juninas e do barco de fogo, ainda possui um belo acervo arquitetônico, apesar das constantes perdas provocadas por destruições e mutilações de prédios históricos. Como é muito antiga, as ruas são um emaranhado difícil de se locomover e fácil de se perder.

No dia da chegada choveu quase o dia todo e a Livraria tornou-se um local de proteção numa praça toda vazia.

A Livraria em primeiro plano com a Catedral ao fundo. Uma boa convivência.

Mais uma vez nossos vizinhos são os ambulantes de hot dogs, acarajés, churrasquinhos, etc.

Vida de camelô é assim mesmo: comendo marmitex enquanto trabalha...



quarta-feira, 13 de março de 2013

Essas Diferenças...

Estou usando esse titulo pois é algo muito usado em nossas conversas e estudos. Mas o que  chamou a minha atenção foi o tamanho da diferença existente nessa cidade. Itacaré é banhada por um mar maravilhoso e que ainda recebe as águas do Rio de Contas, um dos mais famosos rios baianos. Além disso, tem muitas cachoeiras. Eu sei que até agora vocês estão pensando onde eu quero chegar pois ainda só falei de um paraíso com mar, rio cachoeira e a mata atlântica em seu esplendor.

Então vamos ao que interessa. Olhe na foto abaixo a praça onde montamos a Livraria. Já pensei em quantas lixeiras a nossa querida Julia iria espalhar por ela. Aqui não tem nenhuma. Note que o chão é areia. Isso mesmo areia solta. As pessoas aproveitam as sombras dessas mangueiras antigas e guerreiras. Eu vi alguns alunos da escola vizinha derrubando algumas mangas e, acreditem, elas resistem aos meninos. Eles aproveitam para colocar o assunto em dia. Os dias aqui passam mesmo mais devagar. É normal escutar o grito de comprimento e o "maninho", jeito carinhoso de se referir aos amigos, de longe entre risos e uma ou outra brincadeira. 

Itacaré não tem indústrias, fábricas e nem um forte comércio. Os "maninhos" vivem do turismo e tudo que vem com ele. É muito comum escutar outros idiomas na rua. Mas também pessoas falando da luta para esperar o próximo verão e com ele quem sabe mais turistas e junto mais prosperidade.

A verdade é que os "maninhos"  precisam ser fortes pois, ao contrário do que pensam muitos, esse povo trabalha e muito. O que nos faz diferentes é que, apesar da vida dura e difícil, não perderam a capacidade de sorrir alto e andar cantando pelas ruas.

Diferenças aparecem na correria pelas oportunidades. Mas aqui, vendo mais de perto, é bom pensar: que legal essa diferença. Pois nós corremos para sermos iguais a eles.

Um grande abraço a todos, com muitas saudades.

Edna Balieiro






A praça onde estamos é também o caminho de quatro das mais belas praias da cidade. Estas dá pra ir a pé. As demais tem que ser por trilhas ou barco.




Um dia agitado com novas experiências

12 de março de 2013 - Hoje foi um dia muito agitado. Logo pelo manhã fomos a Ilhéus buscar livros no correio (nossa primeira reposição). A viagem foi uma aventura: quase 150 km de buggy numa estrada com muita serra. Mas foi tudo bem. Voltamos perto das 13 horas e já começamos as conferências, embalagem dos livros e colocação de etiquetas de preços. Tudo isso só terminou depois das 18 horas, quando a Livraria já estava funcionando. E, por último, uma peripécia: conseguir guardar todos os livros em espaço demasiadamente reduzido e de tal forma que seja fácil acessar para atender o público. Estamos ficando bons nisso também.

À noite fizemos uma experiência: pela primeira vez montamos a Livraria sem utilizar o toldo. Achamos que o visual ficou melhor e chama mais a atenção do público. Confira nas fotos abaixo:



Um dos nossos vizinhos é um supermercado (Matheus 2) que abre as 7 h e só fecha à meia noite. E isso numa cidade com pouco mais de 20 mil habitantes e com pouquíssimos turistas nesta época!